A medieval Litania de Loretto chegou a descrever Maria, a mãe de Jesus, como vas espirituale (recipiente espiritual). Na cultura esotérica, o ventre era identificado como o "recipiente de luz" e era representado por uma taça ou um cálice. Os santuários pré-históricos de 3500 a.C. associam a figura com o ventre da Deusa Mãe. O símbolo reverso masculino era uma lâmina ou um chifre, ordinariamente simbolizado como uma espada, embora sua representação mais poderosa fosse na fabulosa mitologia do Unicórnio. No Salmo 92:10, lemos: "Tu exaltas o meu poder como o do boi selvagem". Assim como o Leão de Judá, o lendário Unicórnio era emblema da linhagem real ungida de Judá, emergindo como as armas heráldicas da Escócia. O Santo Graal passou a ser comparado com um recipiente ou uma taça, porque se dizia que ele transportava o perpétuo sangue de Jesus, e, assim como os kraters e caldeirões continham seus vários segredos, também O sangue de Jesus (o Sangréai) deveria estar contido numa taça. Em Parzival, lemos que a rainha do Graal "carregava... a perfeição do paraíso terrestre, tanto as raízes como os galhos". De acordo com o Evangelho de João (15:5), Jesus disse: "Eu sou a videira, vós os ramos". No Salmo 80:8, lê-se: "Trouxeste uma videira do Egito, expulsaste as nações e a plantaste".