Loading...
Em sua representação como uma pedra ou jóia, o Santo Graal é o repositório da sabedoria espiritual e do conhecimento cosmológico. significando "realização". Como um prato ou bandeja, ele carrega a hóstia da Eucaristia ou o Cordeiro Pascal e simboliza o ideal de "serviço". A representação mais popular como um cálice contendo o sangue de Jesus é, porém, uma imagem puramente feminina. Para a Igreja, os cálices sagrados tinham associações pagãs e a imagem do Graal foi relegada às convenientes asas da mitologia. Na tradição pagã, o Graal era comparado aos caldeirões místicos do folclore celta: as cornucópias da plenitude, que reservavam os segredos da provisão e do renascimento. O pai dos reis-deuses irlandeses, Dagda da Tuatha Dé Danaan, tinha um caldeirão que só cozinhava para heróis. Do mesmo modo, a cornucópia de Caradoc não fervia carne para os covardes. O pote da deusa Ceridwen continha uma poção de grande conhecimento e os deuses galeses Matholwch e Brân possuíam receptáculos semelhantes. A semelhança do nome Brân ao de Bron o Rico Pescador já foi citada com freqüência, com a sugestão de que talvez um tenha derivado do outro. O recipiente do mistério para os antigos gregos era o Krater. (Em contextos mundanos, um krater era uma tigela de pedra para misturar vinho.) Em termos filosóficos, o Krater continha os elementos da vida e Platão fazia referência a um krater que continha a luz do sol. Os alquimistas também tinham seu recipiente do qual nasceu Mercúrio, o filius philosophorum (filho dos filósofos) - uma criança divina que simbolizava a sabedoria do vas-uterus, enquanto o recipiente hermético era chamado de "ventre do conhecimento". É esse aspecto uterino da enigmática taça que é tão importante na ciência do Graal.

Tags

Loading...

0 Comments