Alguns historiadores de arte afirmam que as romãs nesses quadros indicam a ressurreição por meio de associações clássicas com a história de Perséfone. Ela era a antiga deusa grega (filha de Zeus e Deméter) que foi levada ao Submundo por Hades (Plutão). Uma condição para o seu resgate seria que ela passasse apenas uma parte de cada ano subseqüente na superfÃÂcie da Terra, e que o seu retorno anual fosse marcado pela regeneração da vida natural que caracteriza a primavera. Essa história é uma alegoria do ciclo de crescimento e morte da vegetação e nada tem a ver com a ressurreição fÃÂsica dos mortos. Tal conotação foi dada aos quadros de Botticelli por um sistema temeroso, que desejava esconder os fatos. Botticelli foi um grande estudioso do Graal, um esotérico de autoridade e elaborador de cartas de tarô. Suas sementes de romã representam a fertilidade de acordo com as romãs do Cântico dos Cânticos e os capitéis do Templo de Salomão, que foi construàdo cerca de mil anos antes de Jesus ser crucificado.
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